Juventude Vidigalense marca presença na Maratona de Berlim 2021

Pedro Neves vestiu as cores do JV nesta prova mediática

Juventude Vidigalense marca presença na Maratona de Berlim 2021

No dia 30 de setembro, o Juventude Vidigalense esteve representado na mediática Maratona de Berlim. Pedro Neves, de 46 anos, viajou até a Alemanha para mais uma aventura repleta de esforço e superação. Estivemos à conversa com o nosso atleta que abordou esta experiência e a forma como encara a competição e o processo até lá chegar.

 

O compromisso, empenho e resiliência são sem dúvida fatores importantes na Maratona. Qual a tua principal motivação para te preparares para um evento desta exigência?

Sim, são sem dúvida. Para além do amor e respeito, que ganhei por este tipo de prova, o que me move para me preparar uma vez mais para um evento desta exigência será mesmo o desafio da superação. Pesa também o quanto se recebe, por parte do público, ao longo dos 42195 metros. São fantásticos e incansáveis! Sem eles, não tinha o mesmo sabor.

 

Como foi a tua preparação para esta competição?

Não foi uma preparação fácil. Vinha de uma paragem prolongada (1 ano), por conta de uma lesão e vi-me na necessidade de manter as sessões de fisioterapia a par com o plano de treinos. Foram surgindo pequenas complicações ao longo dos 8 meses de preparação para a maratona, mas nada que me tivesse condicionado ou limitado. Fui recebendo umas dicas preciosas e que muito me ajudaram a manter o foco e o empenho. Tive momentos de desmotivação e cheguei a pensar no que ia lá fazer. Mas lá no fundo, acreditava que ia sair de Berlim com um sorriso nos lábios, de medalha ao peito, e o mais importante, iria conseguir corrê-la do princípio ao fim, sem necessitar de recorrer à caminhada. E assim aconteceu, com a graça de Deus.

 

Quais os teus objetivos para as próximas competições?

Neste momento e olhando um pouco para trás, as competições vão estar em stand-by. As provas podem ser exigentes, mas os treinos são ainda mais e tenho sentido isso mesmo no meu corpo. Contudo, não quer dizer que de um momento para o outro não resolva inscrever-me aí numa qualquer maratona, daquelas que movimentam multidões, e fazer o gosto às pernas... e à alma (risos).

 

A Maratona de Berlim é uma das mais carismáticas a nível mundial, o que a caracteriza em relação a outras competições em que tenhas participado?

Caracteriza-se por fazer parte de um circuito que reúne as 6 maratonas com maior prestígio a nível mundial (Abbott World Marathon Majors) e por ser umas das mais planas, o que permite a obtenção de bons tempos. Foi a minha primeira escolha devido a essas características. Mas foi curiosamente dentro de portas, mais precisamente na Maratona da Europa – Aveiro, onde obtive o melhor resultado e performance até hoje. Ainda assim, cada uma das que participei (Berlim (3x), Aveiro e Atenas) têm características que lhes são próprias e que as distinguem das demais.

 

Qual o sentimento ao finalizar um evento desta dimensão e exigência?

É de uma alegria e felicidade imensa... “uau, consegui(mos)” e... inevitavelmente, choro.

 

Um agradecimento ao Pedro pelo testemunho e por levar as nossas cores além fronteiras!


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